A requalificação do Largo da Igreja da Tornada

Já começaram as obras de requalificação do Largo da Igreja de Tornada | Foto: João Polónia

Na edição da Gazeta das Caldas de 14 de Agosto último foi publicado um artigo que refere a existência de um projecto para o Largo da Igreja, em Tornada, propriedade do Patriarcado de Lisboa, que está à espera de resposta há mais de oito anos. Cumpre esclarecer e acrescentar alguns aspectos.

Efectivamente, a vontade de requalificar o espaço do Largo da Igreja, vem de há longos anos, sendo que, no entanto, essa requalificação não passa apenas pelo arranjo do espaço destinado a estacionamento, mas também e prioritariamente, pela construção de um espaço adequado a ser utilizado pela catequese e as suas actividades e que possa servir como capela mortuária, naturalmente aberto a toda a população, mesmo que não católica.

Por outro lado, dizer que o “espaço é propriedade do Patriarcado de Lisboa“ não é correcto pois o adro é propriedade e está sob responsabilidade da Paróquia de Tornada, entidade com personalidade jurídica própria e que, estando em comunhão e fazendo parte da Diocese de Lisboa, é, neste aspecto, distinta desta. Logo, qualquer resposta a dar é da responsabilidade da Paróquia de Tornada, ou seja, da comunidade cristã que “está no terreno”, a qual é a primeira interlocutora e não o Patriarcado de Lisboa.

Ao longo do tempo foram sendo apresentadas, por vários arquitectos (incluindo do Secretariado das Novas Igrejas do Patriarcado de Lisboa), diversas ideias para aproveitamento do espaço, num processo acompanhado de perto pelo pároco e pela Comissão da Igreja – grupo de cristãos que assume a responsabilidade de, com o pároco, colaborar na administração dos bens da Paróquia –, que produziu os primeiros resultados positivos com a apresentação, aquando da Festa de São Brás, em Fevereiro passado, do Projecto para a construção de um edifício junto à igreja, com salas destinadas a apoiar as actividades paroquiais, aprovado pela Câmara Municipal de Caldas da Rainha, prevendo-se o inicio das obras durante o próximo mês de Setembro.

Quanto ao arranjo do espaço exterior “adro da igreja” será obra a iniciar numa segunda fase estando concluído o edifício acima referido. Os diversos projectos apresentados, incluindo o da Junta de Freguesia de Tornada, não obtiveram o consenso pelo que a Comissão da Igreja tem reunido e consultado opiniões e estudos e os projectos têm vindo a ser reformulados, o que não é fácil, dadas as particularidades do espaço (como por exemplo os acessos), de modo a obter a solução definitiva e consensual. É verdade que ao longo destes anos houve, por parte da Paróquia, desperdício de tempo e de recursos humanos e financeiros mas a resposta está a ser dada procurando soluções viáveis a todos os níveis como sejam a preservação de um espaço ligado a um local de culto, as necessidades da Paróquia e da população em geral, a angariação de fundos e de garantias financeiras, os processos técnicos e legais.

A falta de resposta a este pedido e a esta necessidade poderia ser entendida, por um lado, como uma indelicadeza para com a Junta de Freguesia com quem se mantém uma excelente relação institucional e até pessoal e, por outro lado, como uma falta de interesse, empenho e trabalho da Comissão da Igreja para resolver a questão o que não corresponde, de todo, à realidade.

Por fim, como o artigo na página anterior da mesma edição da Gazeta das Caldas refere e muito bem, a Junta de Freguesia comparticipou outras obras nos edifícios da Paróquia como foi o caso da pintura da igreja paroquial e a casa mortuária do Chão da Parada. Também para esta obra a iniciar em breve, a Junta de Freguesia foi contactada no sentido de comparticipar nos custos desta obra para o que respondeu afirmativamente.

Rui Gregório
Pároco de Tornada

 

in Gazeta das Caldas

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